cuidado com o armandinho

Armandinho, esse é nome que vou usar para falar de Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã. Resolvi escrever sobre isso agora, passada a euforia da visita dele ao Brasil. Apesar de jornalista nóia-hard-news, quem me conhece sabe o quanto eu odeio falar sobre as coisas quando elas estão em pauta. É como discutir a Lei Anti-Fumo no fumódromo com um estranho…que preguiça! Não me importa se você, estranho, acha a Lei radical. Ela está ai e não tem volta, poupe-me, please.

Voltando, acho o Armandinho um louco insano e o mundo realmente deve ficar de olho nesse cara. Mas, ao mesmo tempo, o vejo como uma espécie de “saída”.  Hoje, ele voltou a testar mísseis capazes de alcançar Isarel e as bases militares americanas no Golfo Pérsico, logo após a Câmara dos Representantes dos EUA aprovar uma legislação que impõe sanções a empresas que fornecem gasolina para o Irã.

Obama foi atropelado pela decisão, um tanto quanto precoce, da Câmara e seu governo já começou o lobby para que o Senado não vote pelas sanções em 2009.

Até o Credit Suisse pagou o pato, liquindando uma multa de US$ 530 milhões só porque fez negócios com o Irã! Agora eu pergunto, por que as pessoas, os países, os líderes e até mega instiruições, como o Credit Suisse, continuam aceitando esse tipo de sanção? Quem são eles para abusar de um poder que não existe em nenhuma constituição para punir países alheios, de acordo com os seus interesses (sem ao menos disfarçar)… 

 Que fique claro que não defendo o Armandinho. Eu tenho medo do Armandinho e acho que o resto do mundo deveria temer e tratar de resolver tais questões de forma diplomática – na medida do possível, é claro -, sem mais punições arbitrárias.

Do contrário, podem aguardar o Apocalipse que está por vir. E não estou falando de 2012, e sim da hora em que Armandinho se irritar e ligar para sua turma, que é da pesada e Pentágono nenhum segura. Córeia do Norte, Venezuela e até a China. MEDO.


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