as velhas novas
Hoje é mais um dia daqueles em que eu acordo, leio o jornal e me revolto. Muitos amigos me acham revoltada demais, esquentadinha demais. Mas vou provar que não é exagero. Sigam-me os bons.
Aqui no Brasil, a ilusão de um país do futuro que já é presente vai se espalhando. Ok, eu vivo defendendo o presidente Lula e aplaudo várias iniciativas dele, principalmente no âmbito econômico. No entanto, parece que estamos vivendo no rewind há anos. Matéria de abre do Estadão: Mensalão! Será proposto hoje no plenário um inquérito contra Eduardo Azeredo, aquele que lavou dinheiro durante sua reeleição para o governo de Minas Gerais, em 1998. Cara, isso faz mais de uma década!!! Enquanto isso, no lustre do castelo, o pivô da história, Marcos Valério, adotou um novo visual e evita imprensa, como se tivesse alergia. O que vai acontecer dessa vez? NADA.
Ah, a folha de pagamento do Senado continua beirando os R$ 2 bilhões, a porra do Sarney, mais uma vez, se aproveitando daqueles que não tem coragem de se impor diante dele, um cara que afirma não tem NADA a ver com a Fundação que, simplesmente, leva o seu nome. Senti saudades do Collor por alguns minutos, lembram que ele achatou todos os salários de senadores e mais: suspendeu diversos benefícios?
Lá fora, muitos comemoram o ”fim da crise”, o “fim da recessão”. Balela! A única coisa quer aconteceu foi que os grandes grupos conseguiram pegar todo o dinheiro estatal de que precisavam para aumentar o giro de capital e faturar mais. Foi por isso que essa crise aconteceu. Quem paga a conta? Países como o nosso “país do futuro”. Notícia página B9: “Dívida de ricos vai elevar juro global”, Relatório do FMI prevê que endividamento dos países do G-20 vai chegar a uma média de 118% do PIB em 2014.
Eles gastam e, agora, ao invés de pegarmos empréstimos, nós emprestamos para instituições como o FMI, para tais fins. Afinal, o Brasil está no ponto, para sair emprestando dinheiro e até para bancar Olímpiadas e Copa do Mundo….
E lá no Oriente Médio, os Talebans festejam, se declarando os “grandes vitoriosos” das eleições no Afeganistão. E eu estou rindo com eles, apesar de não concordar com as práticas de milícia que estes caras adotam. O tal do Karzai foi reeleito e num gesto fofo disse que gostaria que seu novo governo tivesse a participação de representantes de todo o país, inclusive do Taleban,q ue é a oposição armada. O Taleban refutou a proposta, afirmando que Karzai era um “presidente marionete”.
Por fim, a triste notícia da morte de Lévi-Strauss, aos 100. R.I.P.
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- Novembro 4, 2009 / 12:49 pm
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