a Mixer tá que tá
BBC fecha acordo comercial com a produtora Mixer
por Manuela Rahal, de São Paulo
A produtora Mixer, uma das maiores do país, acaba de assinar um contrato de exclusividade com a BBC Worldwide, braço comercial do grupo de mídia britânico BBC.
A partir de hoje, o catálogo da companhia, que deve ter entre 80 e 100 formatos diferentes de programas para televisão, segundo Gareth Williams, diretor de novos programas da BBC, será exclusivo da Mixer. Além disso, são criados, em média, vinte novos formatos ao ano. “O Brasil está desenvolvendo muito conteúdo e podemos tirar inspiração deste momento para novos formatos”, afirma Williams.
O telespectador brasileiro acostumado com “reality shows” como “Big Brother”, “Dançando com as Estrelas” e “Ídolos”, pode esperar por novidades. O contrato com a rede britânica prevê que qualquer formato de programa terá que passar pela produtora brasileira, ou seja, nenhuma emissora local poderá mais comprar e produzir produtos da BBC. Do outro lado, todas as novidades em formatos que forem criadas pela Mixer serão comercializadas e distribuídas pelo grupo para o resto do mundo. “Programas BBC são exclusividade nossa, mas a Mixer continua livre para produzir e distribuir por outras vias”, afirma João Daniel Tikhomiroff, um dos sócios da produtora.
A BBC tem acordos comerciais desse tipo em mais oito países e, de acordo com Williams, a procura por um parceiro brasileiro já estava acontecendo há um certo tempo. “O Brasil foi identificado como um país com grandes perspectivas para o futuro dentro do mercado audiovisual e a Mixer foi escolhida pela qualidade de todos os seus trabalhos”, diz o executivo.
Nenhuma das companhias fala sobre divisão de receitas por se tratar de um acordo confidencial. A Mixer deve ter um faturamento de R$ 100 milhões em 2009 e trabalha com uma meta de atingir R$ 400 milhões em até cinco anos. “A ampliação do portfólio de formatos da Mixer deve acelerar o alcance da meta em um prazo menor do que o estipulado inicialmente”, afirma Tikhomiroff.
Além de trazer produtos inéditos para o mercado, o executivo acredita que essa parceria deve aquecer a cadeia da indústria audiovisual no país. “Novos produções geram demanda por mão de obra e isso cria um ciclo de necessidades no mercado interno”, afirma o executivo da Mixer.
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- Published:
- Julho 13, 2009 / 5:51 pm
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